sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Brasil possui mais celulares que habitantes


Você já pensou em descartar o seu celular?  Muitos brasileiros, ou melhor, todos os brasileiros, ou pelo menos em sua maioria, temem a possibilidade de ficar -um só dia-, sem o telefone móvel. Hoje, a falta do celular é quase um afronta às nossas rotinas. Um aparelho de telefonia móvel obteve significados mais amplo que o modismo ou utilizações demasiadas - tornou-se essencial.  

A afirmação “todos os brasileiros” não está fora de propósito. Há uma estatística promulgada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), ao qual, mensura que, até o final do mês passado, o país contava com 194,4 milhões de celulares. E, os dados preliminares do Censo 2010, elaborado pelo IBGE, apontam que o Brasil tem 185,7 milhões de habitantes. Ou seja, o país conta com mais celulares que habitantes. O que mostra que muitos brasileiros têm mais de um celular. O engenheiro, Leandro Vasconcelos diz que possui três celulares “Minha rotina necessita de três celulares. Um, utilizo para minha vida social; e os outros dois, para o meio corporativo, sendo que um é rádio e smartphone”, destaca. Com esta afirmação de Leandro, vemos que o celular vai muito além do seu funcionamento original. Com as novas tecnologias, o celular agregou funcionalidades mais apreciativas como, a inclusão de câmeras fotográficas, Tv digital e acesso à internet. E os usuários não precisam ter poder aquisitivo elevado para obter um celular de alta tecnologia. A Anatel informa que desse total, 82,19% são aparelhos com planos pré-pagos. Uma forma econômica de utilização da linha móvel. O que fez as operadoras de celulares lucrarem milhões, pois, somente no mês de outubro, foram ativados 2,967 milhões de telefones móveis; em julho, foi mensurado pela Agência, um total de 187 milhões de linhas móveis ativas. Segundo a Anatel, o Brasil se tornou o quinto maior mercado de celulares do mundo.
   
O mercado de telefonia móvel está crescendo tão demasiadamente que as operadoras já cogitam a possibilidade de faltar numerações telefônicas, principalmente em São Paulo, Estado com mais celulares no Brasil. A Anatel planeja criar um novo DDD, o 10, para liberar mais números de linhas para o mercado paulista.
por Rita Vasconcelos


Conexão 

O Brasil também se tornou em 2008 o quinto maior do mundo, em termos absolutos, em acesso à internet. Eram 50 milhões de brasileiros com acesso à rede ao final do ano passado. Em 2003, esse número era de 19 milhões.

A líder nessa área também é a China, com 298 milhões de pessoas com acesso à internet. Há seis anos, o número era de 77 milhões. Nos Estados Unidos, são 190 milhões. Na Índia, com mais de 1 bilhão de habitantes, o acesso está garantido para apenas 57 milhões de pessoas.

Mais uma vez, em termos proporcionais à população, o Brasil ocupa um lugar modesto no ranking. O estudo mostra que 25% da população brasileira tem acesso à rede, o que faz do país o 76º colocado em termos proporcionais. Em vários países europeus, mais de 60% da população já tem acesso à rede.

As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo" e no site “G1.com”.


História do telefone celular

A invenção do telefone celular (português brasileiro) ou  telemóvel (português europeu) ocorreu em 1956.

Heinrich Hertz, em 1888, foi pioneiro na transmissão de códigos pelo ar. A descoberta tornou-se indefectível à idealização de rádio-transmissores. Além disso, proporcionou a primeira ligação por telefonia entre continentes, ocorrida no ano de 1914.

A comunicação móvel era conhecida desde o começo do século XX. Desenvolvido inicialmente pela atriz hollywoodiana Hedwig Kiesler (Hedy Lamaar) e patenteado em 1940, o celular surge como um sistema de comunicação à distância que mudasse sempre de canal para que as frequências não fossem interceptadas. No ano de 1947, começou-se o desenvolvimento no laboratório Bell, nos EUA. No laboratório Bell, foi desenvolvido um sistema telefônico de alta capacidade inteligado por diversas antenas, sendo que, cada antena, era considerada uma célula. Por isso o nome de "celular".

O primeiro celular foi desenvolvido pela Ericsson, em 1956, denominado Ericsson MTA ( Mobilie Telephony A ) Ericsson MTA, pesava cerca de 40 kilos e foi desenvolvido para ser instalado em porta malas de carros. A empresa americana Motorola passou a desenvolver seu modelo de celular e no dia 3 de abril de 1973, em Nova York, apresentou o modelo Motorola Dynatac 8000X. Usando esse modelo ocorreu a histórica primeira ligação de um aparelho celular, realizada por Martin Cooper, diretor de sistemas de operações da empresa Motorola. O aparelho, muito prosaíco, tinha 25 cm de comprimento e 7 cm de largura, além de pesar cerca de 1 quilo.

Em 1979, no Japão e na Suécia a telefonia celular entrou em operação e em 1983 começou nos Estados Unidos. 

Fonte: Wkipedia 

Fidelidade partidária? Deputada é cassada 2 meses antes do fim do mandato





Alexandre Campbell é jornalista e especialista em marketing político
Contatos: www.blogdocampbell.com.br / alexandrecampbell@msn.com



O entendimento do Tribunal Superior Eleitoral que o mandato pertence ao partido e não ao político foi um avanço. Porém, como em caso de troca de partido, a perda de mandato não se dá de forma automática – o político enfrenta um processo de cassação, que pode ser demorado – a determinação acaba perdendo a validade por conta de uma pequena "manobra".

O “infiel” troca de partido um ano antes das eleições em que tentará renovar o seu mandato, atendendo assim a determinação da Legislação Eleitoral sobre o tempo mínimo de filiação partidária para disputar as eleições. O processo começa a correr, são interpostos recursos, e o tempo acaba favorecendo o “infiel”.

Veja o caso da deputada estadual Vanessa Damo, de São Paulo, que trocou o PV pelo PMDB. Ela foi cassada por infidelidade, hoje, pouco mais de dois meses antes do término do seu mandato e 45 dias após ser reeleita para um novo mandato pelo novo partido.

No caso dos parlamentares, por exemplo, eles são eleitos não apenas com o seus votos, mas com os votos dados a outros candidatos do seu partido ou coligação, por isso, ao mudar de legenda ele está traindo a vontade do eleitor.

Qual a solução? Uma delas é ampliar o prazo mínimo de filiação para concorrer às eleições para, por exemplo, dois anos. Assim, ao trocar de partido, o “infiel” estaria colocando em risco uma parte considerável do seu mandato. Isso ajudaria também a reforçar o vínculo do político como os partidos e coibir o oportunismo eleitoral que se sobrepõe à ideologia partidária.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Cibercriminosos aproveitam novo Harry Potter para espalhar vírus

Criminosos virtuais estão aproveitando a expectativa em torno do lançamento do penúltimo filme da saga Harry Potter para tentar roubar informações a respeito da identidade de usuários da rede mundial de computadores. Os vírus são disseminados através de links que prometem o download gratuito do filme. A saga do bruxo, de fato, vazou na internet. Milhares de usuários já copiaram ilegalmente os 36 primeiros minutos do filme através dos sites de BitTorrent mais conhecidos. Estima-se que “Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1” possa superar o episódio anterior da série,  que atingiu a marca de mais de 8 milhões de downloads ilegais. Embora exista a especulação de que a Warner Bros, estúdio responsável pela obra, tenha liberado o filme propositalmente, a empresa nega e promete entrar com ação judicial contra os responsáveis. Em comunicado oficial, a Warner afirma que o fato se trata de “uma séria violação dos direitos autorais". Em meio as polêmicas, ‘Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1’ estreia nesta sexta.

Supercomputador chinês é o mais rápido do mundo


O Tianhe-1A é capaz de processar 2.57 petaflops


O supercomputador chinês Tianhe-1A bateu o recorde mundial de velocidade de processamento. Atingiu um pico de 2.57 petaflops contra 1.76 petaflops do recordista anterior, o US XT5 Jaguar, dos EUA.

Para entender: Flops (operações de ponto flutuante por segundo, na sigla em inglês) são, de forma simplificada, unidades usadas para medir a quantidade de cálculos por segundo que um computador consegue processar. As medidas mais comuns são, por ordem de grandeza, os megaflops, gigaflops, teraflops e – recentemente – os petaflops. Um petaflop siginifica 10 elevado à 15ª potência ou, para ficar num número que se possa imaginar, mil trilhões de operações por segundo.

A confirmação do feito do Tianhe veio com a publicação da lista dos 500 computadores mais rápidos do mundo, mas desde outubro se especulava que o supercomputador chinês iria bater esse recorde.

O Tianhe-1A está instalado no Centro de Nacional de Supercomputadores, em Tianjin e apresenta uma novidade em relação aos seus predecessores: muito da sua capacidade de processamento vêm de chips mais comumente encontrados em placas gráficas. Espera-se que isso se torne uma tendência na industria da supercomputação, já que três dos quatro gigantes do topo usam a mesma tecnologia.

Os chineses esperam usar a supermáquina para efetuar simulações climáticas para previsões do tempo, além de pesquisas para localizar campos de petróleo submarinos. 

Parlamentares reivindicam aumento de salário


Há no congresso nacional uma pauta que sugere um amento no salário do presidente da República, dos parlamentares, dos ministros de estado e dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Atualmente os ministros do STF recebem R$ 26,7 mil; os deputados e senadores R$ 16,5 mil, o presidente da República R$ 11,4 mil e os ministros de estado recebem R$ 10,4 mil por mês.

Há uma pressão forte dos parlamentares para que haja uma equiparação salarial de mais ou menos 12%; o que elevaria, por exemplo, o salário dos ministros do STF para R$ 30,6 mil.

O último aumento, nos subsídios parlamentares e do presidente e seus ministros de Estado, foi dado em 2007.      

Política Social é pauta em debate fomentada pela Equipe de transição


A Equipe de transição realizou, nesta quinta-feira, um debate com propostas para as políticas sociais do próximo governo.

Os líderes refletem a possibilidade de incluir novos programas socias, mas sugerem dar continuidade aos programas de renome internacional, como Bolsa Família e Luz para Todos.   

O destaque da reunião foi a pobreza e por isso a equipe contou com a participação de representantes do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Fundação Getulio Vargas (FGV), Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização das Nações Unidas (ONU), além da comissão de transição.

Assuntos como distribuição de renda e esforço para reduzir a miséria foram apresentadas e discutidas na reunião. Em entrevista ao Globo, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, ratificou que o Bolsa Família será o carro chefe dos programas sociais do governo da presidente Dilma Rousseff, porém o programa receberá cuidados especiais e sofrerá ajustes.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O retorno da CPMF e outras mazelas


Bruno Lima Rocha é doutorando de Ciência Política pela UFRGS e docente na área de política e comunicação social. 
Bacharel em jornalismo pela UFRJ.
Contatos: www.estrategiaeanalise.com.br / blimarocha@gmail.com  





Passado o período eleitoral nos reencontramos com o país real. Parodiando Nelson Rodrigues, “é a política como ela é”, e não como os políticos profissionais – ou aspirantes – a fazem parecer.

Seria leviano, para não dizer outro termo, afirmar que a aparição de propostas e situações insustentáveis logo que passado o pleito é uma característica exclusiva da era Lula e de sua sucessora.

Aos mais incautos, sugiro a triste memória do Plano Cruzado II, famigerada medida implantada pelo então presidente José Sarney, no governo da Aliança Democrática (PMDB-PFL). Corria o ano de 1986, ainda nem havia sido criado o PSDB, estando por tanto o tucanato inteiro dentro nas hostes peemedebistas. Vinte e um anos depois, o que era alvo de críticas da esquerda, torna-se prática incorporada pela coligação de centro-esquerda ao assumir o Executivo federal.

De tantas “surpresas pré-natalinas”, temos o anúncio – em tom de pragmatismo político – da necessidade do retorno da CPMF.

Se aprovada, através da maioria absoluta do novo governo em ambas as casas, isto representaria a materialização do acerto entre a legenda de Dilma Rousseff e de seu vice, Michel Temer. PT e PMDB defrontaram-se no “mui nobre e valoroso” Legislativo federal em 2007, ficando o primeiro na vexatória situação de defender mais uma das políticas implantadas no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Já os correligionários de José Sarney, Romero Jucá, Renan Calheiros e cia, em sua maioria alinharam-se com o Planalto, salvo algumas exceções, que somadas com os recalcitrantes da base lulista após a crise de 2005, deram os votos necessários para assegurar a vitória dos criadores (PSDB e DEM) contra uma de suas criaturas (a taxa sobre a movimentação financeira).

Neste mesmo blog escrevi em 20 de dezembro de 2007 o artigo “A DRU e a economia real”, onde analiso os porquês da derrubada da Contribuição semi-Permanente (o nome de batismo original é Provisória) sobre a Movimentação Financeira e, concomitantemente, a aprovação por acórdão da Desvinculação das Receitas da União. A famigerada DRU é o artifício jurídico para deslocar fundos e recursos das áreas sociais e colocá-los em “contingenciamento”, esperando que a caneta da equipe econômica de turno defina a destinação das riquezas coletivas produzidas pela nação.

Discursos alarmistas à parte, nem governistas e menos ainda a oposição (de estilo neo-udenista) querem entrar nesta seara. O problema na Saúde é o mesmo que ocorre na Educação e Previdência. O dinheiro é pura e simplesmente desviado para outras finalidades.

Na Assembléia Constituinte as bancadas chamadas então de progressistas, trataram de assegurar o maior número e volume de direitos possíveis para as maiorias. É por isso que na carta magna constam temas que, em tese, seriam conjunturais ou matéria para leis complementares.

Na mão contrária, aquilo que o Centrão não pôde barrar, os governos posteriores foram “emendando”. Como não se negocia direito adquirido e quase sempre se tratam de medidas impopulares, cada emenda foi duramente negociada. Literalmente, custaram caro.

Meu argumento contrário a volta da CPMF não é nada original e repete o já proferido por entidades sindicais.

Em se aprovando a taxação, só o que asseguraria o destino das verbas para a Saúde seria uma “emenda do bem”, como a 29, vergonhosamente ainda não votada. E, se não for aprovado o retorno do imposto, a Saúde teria seu financiamento garantido com a mesma legislação complementar que ainda não foi a votação. Do contrário, trata-se de mais do mesmo, como sempre.