quinta-feira, 26 de maio de 2011

Estado Fluminense precisa de sérios investimentos em saneamento básico


Segundo especialistas, todas as classes sociais sofrem com o descaso do poder público

No âmbito das políticas sociais, a nossa população possui certos problemas que sofrem com a pouca assistência do poder público. Um deles é o saneamento básico. Trazendo essa realidade para o Estado do Rio de Janeiro, vemos que há várias pautas para essas necessidades, porém pouco administradas. A última pesquisa, feita em 2008, pelo Instituto Trata Brasil, relata que, entre os 2003 e 2008, houve um avanço de 4,5% no atendimento e de 14% no tratamento de esgoto nas 81 cidades acima de 300 mil habitantes. Todavia, é válido salientar que em 2003 foi o  reinício dos investimentos no setor de saneamento básico, por ocasião da criação do Ministério das Cidades.

Segundo o presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Santos, no que se refere ao saneamento básico, o Rio de Janeiro possui um desafio imenso, “É uma das questões que irão exigir mais atenção do Estado nos próximos anos, especialmente porque sediará a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016”, constata.

Baseado no Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento (SNIS 2008), do Ministério das Cidades, números revelam que, das dez piores cidades do Brasil, quatro estão na baixada fluminense. São elas: Nova Iguaçu, Belford Roxo, São João de Meriti e Duque de Caxias. O que expõe a situação crítica do Estado do Rio de Janeiro. O presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Santos, exemplifica o problema, “basta lembra que o esgoto é a principal fonte de poluição da Baía de Guanabara, ao qual deverá receber as competições de Iatismo das Olimpíadas de 2016”, ressalta.

Pode não parecer, mas a existência de um saneamento básico saudável traz eficácias significativas para toda  população. A ausência desse setor nas políticas publicas agrava a situação de muitas outras realidades, como a saúde publica. Dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) e do Sistema Único de Saúde (SUS) mostram que, na última década, cerca de 700 mil internações hospitalares anuais foram oriundas de doenças relacionadas à falta ou inadequação do saneamento. Com base na Organização Mundial da Saúde, Édison Santos ratifica, “88% das mortes por diarréias no planeta são causadas por condições precárias do saneamento básico”, diz.


As crianças são as grandes vítimas das diarréias. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 84% dessas enfermidades afetam crianças de faixa etária entre 2 e 5 anos.  Um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), feito em 2009, aponta a diarréia como a segunda maior causa de óbitos da população infantil. Estima-se anualmente 1,5 milhões de crianças morrem por doenças diarréicas provocadas pela falta de saneamento básico. “No Brasil, as diarréias representam 80% das doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado”, afirma Édison Santos.

Além do impacto na saúde da população, a falta de saneamento provoca impactos na educação e na renda da população. Segundo historiador e especialista em Sociologia Urbana, Rafael Peçanha, “a falta de saneamento pode acarretar enfermidades que complicam o acesso a educação e ao trabalho para populações de menor poder aquisitivo. Também há Influencias nas condições de estudo e repouso necessárias e previstas legalmente nas esferas trabalhista e educacional. Outro ponto ressaltado por Rafael Peçanha é “a falta de estímulo da autoestima do cidadão, o que acentua a exclusão social e impregna no indivíduo uma desconfiança  de não fazer parte do corpo social de sua cidade”, destaca.

Dados levantados por Édison Santos apontam que,  por ano, 217 mil trabalhadores precisam se afastar de suas atividades, devido problemas  gastrointestinais ligados à falta de saneamento. “A cada afastamento perde-se 17 horas de trabalho, em média. A probabilidade de uma pessoa com acesso à  rede de esgoto faltar as suas atividades por diarréia é 19,2% menor que uma pessoa que não tem acesso nenhum. Por outro lado,  o ter rede de esgoto é determinante, pois um trabalhador aumenta sua produtividade em 13,3%, permitindo crescimento de sua renda na mesma proporção”, profere Édison Santos.   

A falta da rede de esgoto não afeta necessariamente às áreas extremamente pobres, apesar de ocorrerem com mais frequências nestas regiões. Em relação aos efeitos no mercado imobiliário, uma pesquisa, feita pelo Instituto Brasil, constatou que o saneamento qualifica o solo urbano, pois possibilita construções de maior valor agregado e a valorização de construções existente. O que implica aumento do capital imobiliário das cidades. “ À medida que aumenta o percentual da população com esgoto coletado, os  valores dos imóveis crescem progressivamente.  A universalização do acesso à rede de esgoto pode trazer uma valorização média de  18% no valor dos imóveis”, acentua Édison Santos.   

Pode não parecer, mas o próprio Estado sofre com a falta de investimento no saneamento Básico. A ausência aumenta os custos do sistema de saúde e também com horas pagas e não trabalhadas. Édison Santos afirma que, “por motivos de saúde, os funcionários precisam se ausentar para cuidar dos filhos doentes ou  porque eles próprios acabam contaminados pelos esgotos a céu acerto. Como muitos destes trabalhadores são autônomos, perdem renda diretamente”, afirma.

Segundo Rafael Peçanha, “o investimento nesta área gera é um lucro a médio-longo prazo, no sentido de uma valorização física e social de uma população que, além de ser mão-de-obra do mercado num estado/município, é também produtora de arte, cultura e mobilização social”, diz.

Outro setor que sofre com a falta de saneamento básico é o turismo. Édison Santos aponta que “a falta de coleta de esgotos também tem impacto brutal, uma vez que a falta destes serviços afastam o turista das praias centrais  das cidades e  leva-os para pontos turísticos distantes, o que acaba gerando a necessidade do poder público investir na construção de novas infraestruturas com rodovias, hotéis, transporte público, etc.”, conlcui Édison.  

sexta-feira, 25 de março de 2011

DETRAN INSTAURA PROCESSO ADMINISTRATIVO SOBRE ACIDENTE QUE MATOU DOIS E FERIU 37 EM NITERÓI

O DETRAN abriu processo administrativo, nesta sexta-feira (25/3), para apurar as responsabilidades do acidente que matou duas pessoas e feriu 37, quinta-feira (24/3), na Alameda São Boaventura, em Niterói, ao mesmo tempo em que enviava ofício à 78ª Delegacia Policial (Fonseca), solicitando o registro da ocorrência e as informações já prestadas por testemunhas e vítimas. O foco é o motorista que conduzia o ônibus causador da tragédia e a condição do veículo. O ônibus da Viação Rio Ita não conseguiu parar na descida da Caixa D’Água, trecho da Rodovia RJ 104 que dá acesso à Alameda São Boa Ventura, abalroando uma van, arremessada contra um outro coletivo, e, em seguida, atropelando três pessoas que estavam na calçada.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Detran/RJ

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A ascensão de um povo

Foto: G1.com
Nas últimas semanas, desde o dia 11 de fevereiro 2011, acompanhamos, em todos os noticiários, a "guerra cívil" do Egito, uma Nação em transição – a ascensão de um povo oprimido e a queda de uma ditadura fascista. Um poderio que reinou por anos. E hoje, trinta anos depois, o mundo registra uma data,  já historicamente marcada por pessoas sedentas de democracia e paz. Um povo, liderado por homens e mulheres, com acesso à informação, e mesmo de forma restrita, à internet, fez com que uma Nação inteira acordasse para uma nova era – A ERA DA LIBERTAÇÃO.    

Foto: G1.com
Uma mudança política, desencadeada pela revolta popular, força a renúncia do presidente ditador do Egito,  Hosni Mubarak, que estava há 30 anos no poder. A decisão ocorre após 18 dias de violentos protestos de rua que deixaram mais de 300 mortos e 5 mil feridos. 

Não só o Egito está em revolução. Vários países do Oriente Médio e da África se atentaram ao fascismo de ditadores cruéis, que, por anos, não fizeram nada para o progresso do seu povo. Deixou uma população inteira viver na miséria. Explorou suas riquezas, sanidade, valores.

É empolgante acompanhar a revolução desses países. Mexe com nossos nervos, e nos faz acreditar que o mundo ainda tem chance de obter igualdade entre os povos. Os EUA, a meu ver,  está paralisado com a iniciativa dos povos do Oriente Médio e da África – medo de perder seu poderio sob o petróleo e outras riquezas. A iniciativa de um país motivou vários outros países do Oriente Médio e da África. E, árabes,  africanos, povos aparentemente em decadência, mostram a força de uma Nação unida.

Foto: G1.com

E hoje, a Tunísia de Zine El Abidine Ben Ali; a Jordânia de Abdullah II; o Iêmen de Ali Abdallah Saleh; A Argélia de Abdelaziz Bouteflika; A Mauritânia de Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdallahi; O Sudão de Omar al-Bashir;  e o Omã de Qaboos bin Said al-Said, já não pertence mais a esses reis e presidentes tiranos, e sim, a Nações inteiras, pessoas, que a partir de hoje, terão novos olhares e lutarão sempre pelos seus direitos. Eles mostram ao mundo o advento de uma nova História.



Entenda melhor a crise no Egito
O texto abaixo foi retirado do site g1.com

O Partido

O partido domina o Parlamento e esteve todos estes anos a serviço do ex-presidente, que também comandava as Forças Armadas. Mas a estabilidade deste ex-militar da Aeronáutica, principal aliado do Ocidente entre os países árabes, se viu ameaçada pela primeira vez.

No final de janeiro, a oposição no Egito se uniu pela primeira vez para integrar os protestos. Principal força oposicionista, a Irmandade Muçulmana, que tinha deixado aos seus membros a possibilidade de participar dos protestos, anunciou seu apoio oficial dias depois.

O posicionamento da Irmandade Muçulmana, organização da qual se originou a facção palestina Hamas, representou um novo desafio ao governo de Mubarak.

Somou-se a isto o retorno ao país do Nobel da Paz e ex-presidente da Agência Internacional de Energia Atômica, ligada à ONU, Mohamed ElBaradei. Ele, que conta com a simpatia do Ocidente, expressou sua disposição de assumir um eventual governo de transição e não descartou concorrer nas eleições de setembro.

O presidente dos EUA, Barack Obama, que tem no Egito o principal aliado no mundo árabe, também pressionou pela saída imediata de Mubarak. Líderes da União Europeia se juntaram aos apelos pela renúncia.

Até mesmo aliados de Mubarak, como o presidente da Comissão de Relações Exteriores da Assembleia, Mostapha al Fekki, também membro do Partido Nacional Democrata, pediram ao presidente egípcio "reformas sem precedentes" para evitar uma revolução no Egito.

Pressão

Pressionado, Mubarak anunciou que não iria disputar a reeleição, nem mesmo tentar lançar o filho como sucessor. O governo também anunciou concessões, como um aumento de 15% nos salários do funcionalismo e nas aposentadorias.

Pela primeira vez em 30 anos de regime, Mubarak nomeu um vice-presidente, Omar Suleiman, que assumiu o comando das negociações com a oposição, e novos ministros. Em sua primeira reunião, o novo gabinete ministerial prometeu investigar casos de fraude eleitoral e corrupção no serviço público.

As medidas, no entanto, foram consideradas "vagas" pela oposição, que continou a reunir centenas de milhares de manifestantes na praça Tahrir, local que se tornou símbolo dos protestos antigoverno e palco das celebrações da abertura democrática.

Repressão

A dura repressão aos protestos no Egito provocou reações de diversos países. A ONU estima que mais de 300 pessoas tenham morrido e que milhares ficaram feridas desde o início das manifestações.

Houve intimidação e violência contra jornalistas, inclusive brasileiros. O uso de redes sociais para convocar as manifestações fez com que a internet e o sinal de algumas operadoras de telefonia celular fossem interrompidos – o governo negou intervenção.

Relação com os EUA

A proliferação de revoltas para países menores preocupa autoridades ocidentais pela fragilidade destes regimes. Outra preocupação do mundo Ocidental é com relação a Israel, já que, atualmente, só dois países da região têm tratados de paz com o país: Egito e Jordânia.
O número dois da diplomacia americana, James Steinberg, anunicou que os Estados Unidos trabalharão para assegurar que a violência desatada no Egito não crie "novos perigos para Israel ou a região".

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Bernado afirma que não pretende controlar o que a mídia diz.


Por ocasião da nova regulamentação da mídia eletrônica, que o Governo Federal pretende adotar, cai em crítica, se as informações veiculadas na televisão e no rádio serão interceptados. Em entrevista cedida ao jornal Estado de São Paulo (Estadão), o ministro das Comunicações, Paulo Bernado, reafirma que o governo não pretende intervir nas informações veiculadas pela mídias televisivas e radiofônicas. "Essa intenção do governo de regular a mídia eletrônica está na Constituição. Tem pelo menos quatro ou cinco artigos da Constituição que mencionam isso e que tratam do conteúdo", afirmou Bernado. 

Em contraponto, analiso se seria possível viabilizar este controle? Levando em consideração a liberdade de expressão, proferida aos meios de comunicação (rádio, tv e impresso), pela Constituição de 1988, com o objetivo de canalizar a censura, já adotada pela ditadura, anos atrás.  

Para sustentar a imagem de parceiros da mídia, o Ministro pontua, que a nova regulação, adotada pelo governo, só fortalecerá leis já exigidas pela Constituição, como, as regras já estabelecidas e seguidas pelos grandes emissoras de TV e Rádio, como um tempo mínimo de programação regional, a fim de aproximar os cidadãos aos problemas existentes em sua cidade. "Constituição proíbe manifestação de cunho racista e atentado contra crianças e adolescentes. O governo não quer controlar o que é dito nas rádios e televisões. Até porque isso é inconstitucional", comentou. "Nós somos partidários de fortalecer a democracia e não de retrocesso. Agora, se a Constituição prevê essas coisas, nós temos de ter uma legislação dizendo como isso vai se dar", afirmou.




sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O governo Dilma e a droga

Por Reinaldo Azevedo

O consumo de crack é hoje um flagelo nacional. Há notícias de que a “pedra” chegou a comunidades indígenas dos rincões do país. A “cracolândia” como símbolo de um problema paulistano é uma coisa do passado. A droga se alastrou. O problema foi ignorado pelo governo Lula, que deu de ombros para o problema do tráfico de qualquer substância. Ao contrário até. Países como a Bolívia, que “exporta” ao Brasil 80% da cocaína que aqui se consome, e Paraguai, grande fornecedor de maconha, foram tratados a pão-de-ló. O BNDES financia uma obra em terras bolivianas que é chamada de “estrada da coca”. Lula deixou-se fotografar ao lado de Evo Morales, o índio de araque, exibindo um vistoso colar de folhas de coca.

Maconha, cocaína e, a rigor, qualquer droga - mesmo as lícitas, como os remédios - podem devastar um indivíduo depois de muito tempo de consumo. O crack tem-se mostrado único na velocidade com que destrói a vida do usuário. Em poucos dias, torna-se um zumbi. Como perde todos os parâmetros, a vida em sociedade se torna impossível, e o caminho da marginalidade é certo. Se outras substâncias permitem o convívio social - podemos estar falando com consumidores de drogas sem que o saibamos -, o crack expulsa o viciado de casa, do trabalho, do círculo de amigos.

E Dilma, clonando o adversário José Serra, prometeu se empenhar na guerra ao crack, reprimindo o tráfico e tratando os doentes. Foi o que ela falou durante a campanha. Então vamos ver o que ela fez. Seu governo nomeou para a Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas (Senad) ninguém menos do que Pedro Abramovay. O órgão migrou da Secretaria de Assuntos Estratégicos para o Ministério da Justiça. É ele que vai coordenar o tal programa conta o crack - se é que existirá um algum dia.

Em entrevista ao Globo, publicada na terça, o rapaz se disse contrário à prisão de “pequenos traficantes”, aqueles, segundo se entende, que traficam para poder consumir - como se a destinação que um indivíduo dá a seu nariz ou a seu pulmão mudasse a qualidade daquilo que ele faz: TRÁFICO!!! O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que nomeou Abramovay, não pode nem mesmo alegar ignorância. Em 2009, ele defendeu publicamente essa mesma posição.

A política antidrgoas em curso já descriminou, na prática, o consumo. Quem for flagrado com alguma substância ilegal para uso pessoal não vai mais em cana. A decisão até pode aliviar os presídios, claro!, mas é estúpida no que concerne ao combate às drogas. Fica parecendo que o consumidor não é um dos elos da cadeia criminosa. E é! Aliás, sem ter quem cheire e fume, não há como vender o que se cheira e o que se fuma, não é mesmo? Mas vá lá…

Bom esquerdista, Abramovay aprendeu as lições do “etapismo”. Como se diz em Dois Córregos, “você dá o braço, eles logo querem a perna”. O homem que deve coordenar o programa do governo Dilma contra o crack quer soltar os “pequenos traficantes”. Segundo diz, trata-se de uma visão estratégica. Na cadeia, esses “pequenos” acabariam se ligando forçosamente aos grandes. Entendi: Abramovay acredita que o jeito de se coibir o crime grande é ser tolerante com crimes pequenos.

As opiniões de Abramovay expõem o real compromisso do governo Dilma com o combate ao crack. Na sua primeira entrevista, o rapaz encarregado de tocar o programa defende a liberdade para traficantes - só os pequenos, naturalmente! Ora, dá-se, assim, um sinal.

Alguém acredita que desse mato vá sair coelho? Que desse pântano possa brotar alguma flor que preste? Cardozo se apressou em afirmar que a opinião de Abramovay não é a do governo. E daí? Se não é, por que ele está ocupando um cargo estratégico? Sua opinião a respeito, reitero, não é nova. Se está no cargo, é porque o governo condescende com ela. O sujeito não foi nomeado por acaso.

Estamos diante de uma tática petista bastante manjada. Enquanto, oficialmente, executa-se uma política, põe-se uma outra para operar nos bastidores. Ora, se o governo não quer pôr na rua os “pequenos traficantes”, então tem é de pôr Abramovay na rua.

Ontem, ele se transformou num herói de sites que defendem a descriminação da maconha. É justo! Ainda não subiu num palco e cantou, como fez certa feita o então ministro Carlos Minc. Esse rapaz ainda em muito o que aprender…

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A mídia também é responsável pelo preço alto dos produtos?

A mídia tem responsabilidade com relação ao fato de os produtos no Brasil serem muito mais caros do que nos países desenvolvidos? Você pode responder a esta pergunta na enquete que está ao lado e foi postada há pouco na página do Sindicato na internet. Na enquete anterior, sobre o sensacionalismo da imprensa na cobertura de casos policiais de repercussão, 40% concordaram que as informações são apimentadas para aumentar as vendas, 30,8% consideraram que só existe preocupação em divulgar detalhes cruéis, sanguinários e macabros desses casos, enquanto 15,4% avaliaram que o papel da imprensa é mesmo o de transmitir essa realidade e somente 12,3% optaram pela opinião de que a mídia explora as informações para atender à expectativa dos leitores mais curiosos.



Enquete atual
A mídia tem responsabilidade pelo fato de os produtos serem mais caros no Brasil do que nos países desenvolvidos?


Sim. A mídia não cobra com efetividade a redução da carga tributária.
Sim. A mídia é conivência e omissa com a ganância do empresariado.
Não. Tudo aqui seria mais caro se não fossem as denúncias da mídia.
Não. A mídia tem poderes limitados para combater os preços altos.


Enquete anterior


A imprensa é sensacionalista na cobertura de casos policiais de grande repercussão?
Sim. Apimenta a informação para aumentar as vendas......40,0%
Sim. Só divulga detalhes cruéis e sanguinários..................30,8%
Não. É papel da imprensa transmitir essa realidade..........15,4%
Não. Apenas atende à expectativa do leitor mais curioso.12,3%

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O festival de besteiras de novos ministros, com destaque para Mercadante

Por Reinaldo Azevedo

A posse de vários ministros, ontem, forneceu já vasto material para o futuro febeapá (Festival de Besteiras que Assola o País) do governo Dilma. Tivemos Ideli Salvatti (Pesca) - aquela que não distingue uma tilápia de um pirarucu - indignada porque se referem a ela de modo jocoso, indagando quando peixes ela já pescou na vida. Garibaldi Alves Filho, da Previdência, admitiu: Dilma certamente preferiria alguém mais qualificado do que ele para o cargo, de que não entende nada. E lembrou que Edson Lobão, nas Minas e Energia, padece de seu mesmo mal. Maria do Rosário, dos Direitos Humanos, tentou convencer os militares de que a tal Comissão da Verdade - porta aberta para o revanchismo - é uma coisa boa para os próprios militares… Mas foi o inexcedível Aloizio Mercadante, ministro da Ciência e Tecnologia, a dar um show.


Atrasado na ciência ao menos uns 200 anos, o valente disparou que o Brasil “será o primeiro país tropical desenvolvido”. A Austrália sofre com uma enchente dos diabos agora, mas não se ouve falar de grandes catástrofes humanas justamente porque se trata de um país… desenvolvido!!! E, saiba o ministro Mercadante, também “tropical”, com um dos maiores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo.


A bobagem revela uma cabeça atrasada, sem o devido preparo intelectual para o cargo. E pensar que esse portento obteve há três semanas o título de “doutor em economia” pela Unicamp - com uma “tese” cantando as glórias do governo Lula! A suposição de que o clima determina o grau de desenvolvimento (e o Brasil seria o primeiro a superar o entrave) está lá com as teorias deterministas do fim do século 18 e do século 19, que associavam o calor ao atraso e à indolência. Montesquieu, que prestou serviços relevantes ao pensamento, estava certo de que muito calor conduzia à tirania…


Se é para exaltar o pioneirismo do PT, Mercadante não se importa em extinguir a Austrália ou em aderir às teses as mais esdrúxulas. O homem é um empirista. Se as nações mais ricas estão nas áreas mais frias da Terra, e as mais pobres, nas mais quentes, isso deve querer dizer alguma coisa… Mas o quê???


Há pouco, ouvi cantar alguns galos ao longe. Não demora, vai amanhecer. Sempre amanhece depois que eles cantam. Mercadante é do tipo que acredita que, caso matemos todos os galos, o mundo cai numa noite eterna…


Ele vai cuidar da ciência e da tecnologia! Protejam os seus galos!


PS - E os petralhas ainda perguntavam: “Sem Lula, vai escrever sobre o quê?” Pois é…