quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Plano Nacional de Banda Larga em debate no Rio


O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, estará no Rio nesta sexta-feira (12/08) para o seminário O Futuro das Telecomunicações no Brasil. Em discussão, questões como o polêmico Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que começa a ser colocado em prática em outubro. O encontro ainda vai tratar da política industrial e perspectivas de tecnologia da informação, com painel que contará com a presença do presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Celso Schröder, compondo mesa como coordenador-geral do Fórum Nacional pela Democratização das Comunicações (FNDC).
O PNBL do governo federal foi lançado oficialmente em 2010, mas só em junho deste ano o Ministério das Comunicações chegou a um acordo com as teles para colocar o plano em prática. De acordo com informações divulgadas por entidades ligadas às discussões do meio digital, como o Instituto Telecom, concessões feitas pelo Palácio do Planalto às empresas de telecomunicações acabaram por desfigurar o objetivo do plano: popularizar o acesso à Internet rápida. Isso porque o Executivo federal negociou diretamente “no varejo” após receber pressão das próprias marcas de telecomunicação. Assim, setores importantes da sociedade civil teriam sido excluídos do debate.
De qualquer forma, o que o Palácio do Planalto quer garantir com as negociações é Internet de 1Mbps de velocidade a 35 reais por mês – com limite de download mensal de 300MB. De acordo com o ministro Paulo Bernardo, o PNBL deve aumentar a concorrência e, em seguida, fazer com que as teles baixem os preços cobrados pela Internet ou ofertem melhores serviços. Esta Internet veloz, segundo o ministro, já é um legado para a Copa do Mundo de 2014, quando os jornalistas precisarão de conexão ultrarrápida para divulgar seus trabalhos.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Bolsas para a Conferência Global de Jornalismo Investigativo


Jornalistas interessados em participar da Conferência Global de Jornalismo Investigativo poderão solicitar bolsas para ajudar a custear a ida ao evento. Ele acontecerá de 13 a 16 de outubro em Kiev, na Ucrânia.

A organização da conferência afirma que, em alguns casos, profissionais poderão ter todas as despesas custeadas. 

Para concorrer às bolsas, basta enviar o formulário (disponibilizado abaixo para download) preenchido até 10 de agosto, para o e-mail info@gijc2011.org.

Angelina Nunes, diretora da Abraji, estará no evento. Ela é jurada do Prêmio Shining Light Award, dedicado a trabalhos de jornalismo investigativo de países em desenvolvimento, que premiará seus vencedores durante a conferência.

Para mais informações, acesse o site do GIJC ou envie um e-mail para info@gijc2011.org (em inglês ou russo).

Parcela mais pobre da população tem dieta restrita, mas com melhor qualidade nutricional, diz IBGE


A parcela mais pobre da população brasileira é a que mantém uma dieta mais saudável, considerando os itens presentes na mesa dessas pessoas diariamente. De acordo com a análise de consumo alimentar da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje (28), no Rio de Janeiro, além de comer mais arroz e feijão do que as outras classes, as pessoas com renda de até R$ 296 comem o dobro de batata-doce e a metade de batata frita que os brasileiros com renda superior a R$ 1.089.

“Como as pessoas de menor renda] não têm disponibilidade para comprar tanto, têm uma alimentação mais básica. E a alimentação mais básica tem melhor qualidade nutricional. Mas a diferença entre o consumo dos melhores e piores alimentos é muito pequena. Todo mundo consome os dois tipos de coisa”, avaliou André Martins, pesquisador da POF/ IBGE.



A pesquisa foi feita durante um ano por meio de formulários preenchidos individualmente por mais de 34 mil pessoas relatando o que comeram e beberam durante dois dias, não consecutivos. A análise mostrou que as pessoas com menor renda foram as que revelaram um consumo maior de peixe fresco e salgado e carne salgada. Essa parcela de brasileiros também se destaca por consumir menos doces, refrigerantes, pizzas e salgados fritos e assados. Refrigerante diet é um item praticamente inexistente na mesa dos mais pobres.

“Nos rendimentos mais baixos, você tem muita presença de carboidrato. Já tem também açúcar e gorduras, mas nem tanto quanto os de maior renda porque não tem disponibilidade para ficar comprando batatinha [industrializadas]. Mas mesmo na classe menos favorecida você já tem inadequação de gordura e açúcares”, disse Martins.

Se por um lado o consumo de refrigerante aumenta à medida que a renda melhora, os mais ricos são os que mais consomem frutas, verduras, leite desnatado e derivados do leite. “As classes menos favorecidas não têm consumo adequado de frutas, legumes e verduras. Quando vê as rendas mais altas, a participação desses produtos aumenta. Mas nenhuma delas consome a quantidade de energia que deveria vir das frutas, dos legumes e das verduras e isso acaba rebatendo nos micronutrientes, como cálcio e vitaminas”, avaliou o pesquisador.

O levantamento do IBGE mostra que quanto mais alta a renda, maior é o número de pessoas que fazem pelo menos uma refeição fora de casa por dia. “Os dois consomem coisas erradas [mais pobres e mais ricos]. Entra a disponibilidade de rendimento e a pessoa começa a comprar biscoito recheado, batata industrializada, já começa a consumir mais fora de casa e come pizza, toma refrigerante. Na classe de rendimento mais alta é absurdo o consumo de refrigerante”, disse André Martins.

Essa mesma comparação pode ser feita entre a população urbana e rural. A análise do consumo alimentar mostrou que as médias diárias de consumo per capita de itens como arroz, feijão, batata-doce, mandioca, farinha de mandioca, manga, tangerina, peixes e carnes foi muito maior na zona rural. Na área urbana os entrevistados revelaram um consumo maior de alimentos prontos ou processados, como pão de sal, biscoitos recheados, iogurtes, vitaminas, sanduíches, salgados, pizzas, refrigerantes, sucos e cervejas.

Hepatite: especialistas chamam a atenção para diagnóstico precoce


Há um ano, Humberto Silva, 46 anos, descobriu que tem hepatite C. O diagnóstico já mostrou de imediato uma cirrose, estado avançado da doença. Os médicos não souberam dizer quando houve a infecção, mas supõe-se que foi ainda na infância, quando passou por uma cirurgia, e somente depois de anos foi detectada.

“Não sentia nada. A hepatite fica hospedada na pessoa e vai acabando com o fígado dela aos poucos, sem que ela perceba”, disse Silva, que preside a Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite.
Assim como o brasileiro Humberto Silva, milhares de pessoas em todo o mundo têm a doença e não sabem. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 2 bilhões tenham sido infectados pelas hepatites virais e 1 milhão morram por causa da doença a cada ano. O vírus é de 50 a 100 vezes mais infeccioso do que o HIV.

No Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais, lembrado nesta quinta-feira, 28, a OMS chama a atenção das autoridades e nações para a importância do diagnóstico precoce dessa epidemia silenciosa. Na maioria dos casos, os sintomas não aparecem e, quando ocorrem, pode ser um sinal de que a doença está na fase crônica. Os mais comuns são cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômito, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

“A pessoa não se reconhece doente. Por ser uma doença silenciosa, o diagnóstico é muito difícil”, disse o presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia, Raymundo Paraná. O médico alerta que o consumo de álcool e a obesidade contribuem para evolução mais rápida da doença.

Estima-se que existam 5 milhões de brasileiros infectados pelos vírus B e C da hepatite, segundo as entidades da sociedade civil. Mais de 90% desconhecem ter a doença. De 1999 a 2009, foram confirmados mais de 284 mil casos dos cinco tipos de hepatite (A,B,C,D e E) no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. No mesmo período, 20.073 mortes foram registradas, sendo 70% delas devido à hepatite C, a mais agressiva. No país, as mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C.
Sem saber da doença, aumenta o risco de a inflamação no fígado agravar-se e provocar danos mais graves à saúde, como cirrose ou câncer. Humberto Silva, presidente da Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite, defende que os médicos criem o hábito de pedir o teste para identificar a doença precocemente. O exame pode ser feito por meio da coleta de sangue ou biópsia do fígado. “É preciso que alguém interrompa o ciclo da hepatite. Não se pode esperar que a pessoa descubra sozinha”, disse.

O tratamento está disponível na rede pública de saúde, pode ter duração de seis meses a um ano, dependendo do tipo de hepatite. Podem ocorrer efeitos colaterais, como dores musculares e queda de cabelo, mas a taxa de abandono da terapia é baixa. Os medicamentos mais usados são o Interferon (injeção subcutânea) e a Ribavirina (comprimidos). Na rede privada, o tratamento pode chegar a R$ 50 mil.
Existem vacinas contra as hepatites A e B, disponíveis em centros de referência imunobiológica e nos postos de saúde, respectivamente. A hepatite C não tem vacina, mas pode ser curada.

Como é a transmissão das hepatites virais:

 - Hepatites A e E: a transmissão ocorre por meio do contato com indivíduo, água ou alimento contaminado com o vírus. Está relacionada à falta de higiene e de saneamento básico.

- Hepatites B e C: transmitidas por relação sexual, da mãe para o filho durante o parto, pelo uso compartilhado de seringas, lâminas de barbear, alicates de unhas e objetos cortantes, assim como os usados em tatuagem e piercing, e por transfusão de sangue infectado. No caso da C, a infecção pelo sexo é mais rara.

- Hepatite D: ocorre em quem tem o vírus da hepatite B. A transmissão é semelhante à do tipo B.

Pesquisa mostra os alimentos mais consumidos pelos brasileiros


Arroz, feijão e café são itens garantidos na mesa dos brasileiros. A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), apresentada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 28, no Rio de Janeiro, mostra que esses são os produtos mais consumidos diariamente pela população. De acordo com o levantamento, os entrevistados consomem, em média, por dia, mais de 182 gramas (g) de feijão, 160g de arroz e 215 mililitros (ml) de café (solução). “O brasileiro toma de seis a sete copinhos de café por dia”, segundo André Martins, pesquisador do instituto. 

Também estão na relação de itens preferidos pela população na hora de se alimentar o pão de sal e a carne bovina, que foram consumidos por 63% e 48,7% dos entrevistados, no primeiro dia de pesquisa, respectivamente.


Os brasileiros da Região Centro-Oeste do país são os que mais consomem arroz (consumo médio per capita de 195,4g), carne bovina (88,1g) e leite integral (45,4g). No Sudeste, o consumo de feijão (218,1g) teve destaque, assim como o da batata-inglesa (23,2g) e do iogurte, que também são preferências no Sul do país.


A pesquisa do IBGE também mostra que alguns itens são mais característicos de determinadas regiões. No Norte, por exemplo, são comuns as preparações à base de leite, como o mingau, cujo consumo entre os nortistas é muito superior do que entre a população do Sul e Centro-Oeste. Outro destaque entre as preferências do paladar da população do Norte é o peixe fresco e suas preparações, consumidos em porções médias diárias de 95g, e o açaí, que é consumido em média em quantidade equivalente a 28,4g diárias e quase que exclusivamente nessa região.


Entre todas as diferenças alimentares do Norte e as outras regiões brasileiras, a farinha de mandioca lidera as variações de preferência. Enquanto no Norte, 40% da população consomem diariamente o produto, em porções médias diárias equivalentes a 46,2g, no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, apenas 5% dos entrevistados disseram comer todos os dias esse tipo de farinha.


“Já se sabe que o consumo de farinha é tradicional no Norte e Nordeste. Só não tínhamos uma medida de quanto. Assim como esperávamos o consumo alto de chás no Sul. Se observarmos o consumo de chás, o Sul desponta totalmente em relação a outras regiões”, avaliou Martins. O consumo médio per capita de chá na Região Sul chega a 147,6 mililitros diários.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Rádios comunitárias podem ser proibidas de usar a sigla FM no nome


A Câmara analisa o Projeto de Lei 490/11, do Senado, que proíbe o uso da sigla FM no nome fantasia ou na razão social de emissoras de radiodifusão comunitária. Pela proposta, as rádios comunitárias que não se adaptarem à regra correm o risco de não terem as licenças renovadas. 

De acordo com o autor do texto, o ex-senador Roberto Cavalcanti, a sigla FM está associada às emissoras comerciais. Ele argumenta que o uso da sigla por rádios comunitárias confunde o público e os clientes, além de causar prejuízos às emissoras comerciais.
Cavalcanti argumenta que as estações comerciais dependem da publicidade para pagar pelo uso da frequência, o que não ocorre nas rádios comunitárias.

Termos firmados com empresas de telefonia preveem internet a 5 Mbps até 2015


Os termos de compromisso firmados recentemente entre o governo e as operadoras de telefonia fixa para a oferta de banda larga preveem que, além de oferecer internet com velocidade de 1 megabit por segundo (Mbps) a R$ 35 por mês, as empresas devem disponibilizar internet com velocidade de pelo menos 5 Mbps ao maior número possível de municípios até 2015.
O acordo não prevê metas de cobertura, nem define preços para a oferta de internet a 5 Mbps, apenas diz que as empresas deverão se esforçar para tornar técnica e comercialmente disponível um plano de serviço de banda larga no varejo com esta velocidade. “É um cenário de uma intenção conjunta futura de trabalhar para aumentar a velocidade”, disse hoje (15) o secretário executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez.
O prazo para que todos os municípios brasileiros possam contar com internet de 1 Mbps a R$ 35 acaba em dezembro de 2014, mas as cidades que serão sede de jogos da Copa do Mundo e suas regiões metropolitanas deverão estar atendidas até a realização do Mundial.
No fim de junho, as concessionárias de telefonia fixa assinaram um termo de compromisso com o governo, garantindo o início da oferta de internet com velocidade de 1 Mbps a R$ 35 por mês em até 90 dias. A vigência do termo de compromisso extingue-se em 31 de dezembro de 2016.